quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Vai vendo!

Japiin era um passarinho muito aventureiro que morava na Zona da Mata Mineira.
Um dia não aguentando mais a paradeira do local, Japiin resolveu conhecer o resto do Brasil.
Viajou pelo Norte, Nordeste, Centro-oeste durante o verão e foi descendo pelo Brasil no outono. Quando chegou no extremo sul, era o auge do inverno e ele viu que estava morrendo congelado, foi aqui que uma vaca veio e defecou em nosso amigo.
-Não poderia ser pior, já estou morrendo de frio e agora vou ficar todo sujo, pensou Japiin.
Foi daí que ele percebeu que as fezes estavam o aquecendo, e ele podia se alimentar com os pedaços de mato não digeridos pelo ruminante.
Quando o inverno acabou e veio a primavera, nosso aventureiro resolveu sair de sua "capa protetora" foi aí que um gato viu algo se mechendo e o tirou das fezes, o lavou, deixando-o limpo.
-Agora me dei bem, não morrí de frio, nem de fome, e ainda encontrei uma boa alma que me limpasse!!
Mas para a infelicidade dele, o gato acabou de limpá-lo, o matou e comeu sua carne!!

Moral da história:

Nem sempre quem te tira da bosta é seu amigo, e quem te põe nela é seu algoz!!

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Charles Chaplin

"Se você tivesse acreditado nas minhas brincadeiras de dizer verdades,teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando.Eu falei muitas vezes como palhaço,mas nunca desacreditei da seriedade da platéia que sorria."

"O homem é um animal com instintosprimários de sobrevivência. Por isso,seu engenho desenvolveu-se primeiroe a alma depois, e o progresso da ciênciaestá bem mais adiantado que seucomportamento ético."

"Eu continuo a ser uma coisa só: um palhaço, o que me coloca emnível mais alto do que o de qualquer político."

"Pensamos demasiadamente e sentimos muito pouco…Necessitamos mais de humildade que de máquinas.Mais de bondade e ternura que de inteligência.Sem isso, a vida se tornará violenta e tudo se perderá."

"A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina.Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente.Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo.Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar.Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante para poder aproveitar sua aposentadoria.Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara pra faculdade.Você vai pro colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando...E termina tudo com um ótimo orgasmo!!!Não seria perfeito?"

sábado, 30 de dezembro de 2006

Aos que virão depois de nós - Bertold Brecht

I

Eu vivo em tempos sombrios.
Uma linguagem sem malícia é sinal de estupidez,
uma testa sem rugas é sinal de indiferença.
Aquele que ainda ri é porque ainda nãorecebeu a terrível notícia.

Que tempos são esses,
quando falar sobre flores é quase um crime?
Pois significa silenciar sobre tanta injustiça?
Aquele que cruza tranqüilamente a rua
já está então inacessível aos amigos
que se encontram necessitados?

É verdade: eu ainda ganho o bastante para viver.
Mas acreditem: é por acaso. Nada do que eu faço
dá-me o direito de comer quando eu tenho fome.
Por acaso estou sendo poupado.
(Se a minha sorte me deixa estou perdido!)

Dizem-me: come e bebe!
Fica feliz por teres o que tens!
Mas como é que posso comer e beber,
se a comida que eu como, eu tiro de quem tem fome?
se o copo de água que eu bebo, faz falta a quem tem sede?
Mas apesar disso, eu continuo comendo e bebendo.

Eu queria ser um sábio.

Nos livros antigos está escrito o que é a sabedoria:
Manter-se afastado dos problemas do mundo
e sem medo passar o tempo que se tem para viver na terra;
Seguir seu caminho sem violência,
pagar o mal com o bem,
não satisfazer os desejos, mas esquecê-los.
Sabedoria é isso!
Mas eu não consigo agir assim.
É verdade, eu vivo em tempos sombrios!

II

Eu vim para a cidade no tempo da desordem,
quando a fome reinava.
Eu vim para o convívio dos homens no tempo da revolta
e me revoltei ao lado deles.
Assim se passou o tempo
que me foi dado viver sobre a terra.
Eu comi o meu pão no meio das batalhas,
deitei-me entre os assassinos para dormir,
Fiz amor sem muita atenção
e não tive paciência com a natureza.
Assim se passou o tempo
que me foi dado viver sobre a terra.

III

Vocês, que vão emergir das onda
sem que nós perecemos, pensem,
quando falarem das nossas fraquezas,
nos tempos sombrios
de que vocês tiveram a sorte de escapar.

Nós existíamos através da luta de classes,
mudando mais seguidamente de países que de sapatos,
desesperados!
quando só havia injustiça e não havia revolta.

Nós sabemos:o ódio contra a baixeza
também endurece os rostos!
A cólera contra a injustiça
faz a voz ficar rouca!
Infelizmente, nós,
que queríamos preparar o caminho para a
amizade,
não pudemos ser, nós mesmos, bons amigos.
Mas vocês, quando chegar o tempo
em que o homem seja amigo do homem,
pensem em nós
com um pouco de compreensão.

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

Batendo o Tambor

Batendo o Tambor
Alceu Valença


Quem dera escutar meu bem me chamar Batendo tambor
É do baque virado dos apaixonados
Bater o tambor
Escutar meu bem me chamar
Com seu zabumbar que pulsa no peito
Tambores de branco tambores de preto
Batendo tambor
Tambor encarnado tambor coronário
Coração tambor
Tambor de trabalho tambor operário
Martelo tambor